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Ultrapassou o limite do Simples Nacional? Veja como emitir as notas fiscais

11/24/2025

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Como emitir as notas fiscais depois de ultrapassar o sublimite do Simples Nacional?
Ultrapassar o sublimite do Simples Nacional não tira a empresa imediatamente do regime, mas muda completamente a forma de tratar ICMS e ISS – inclusive na emissão das notas fiscais eletrônicas de produto (NF‑e) e de serviço (NFS‑e). A partir desse ponto, a ME ou EPP continua no Simples para tributos federais, mas passa a se comportar como “regime normal” para ICMS e ISS, com destaque de imposto em nota, novos códigos e, em alguns casos, efeitos retroativos.

Abaixo estão os limites e sublimite atualizados:

  • Para 2025 e 2026, o limite geral do Simples Nacional continua em receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões.
  • Para fins de ICMS e ISS dentro do DAS, foi mantido o sublimite de R$ 3,6 milhões de receita bruta anual, adotado por todos os estados e DF para 2026 pela Portaria CGSN nº 54/2025.
  • Ao ultrapassar o sublimite, a empresa permanece optante pelo Simples, mas ICMS e ISS deixam de ser recolhidos no DAS e passam para o regime normal estadual/municipal.

O que muda ao ultrapassar o sublimite

Quando a receita bruta anual supera o sublimite de R$ 3,6 milhões, a empresa:

  • Deixa de recolher ICMS e ISS dentro do Simples, passando a apurá‑los em guia própria, conforme regras do estado e do município (regime normal, como se estivesse no Lucro Presumido ou Real para esses impostos).
  • Mantém no DAS apenas os tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, CPP e, se for o caso, IPI), até que atinja o limite de R$ 4,8 milhões e seja obrigada a sair do regime.

Além disso, o próprio PGDAS‑D identifica o estouro de sublimite e passa a indicar que ICMS e ISS não serão mais recolhidos via DAS, sem necessidade de ajuste manual do contribuinte nessa aplicação.

Quando a mudança passa a valer

O efeito da ultrapassagem do sublimite depende de quanto a receita passou do limite:

  • Ultrapassou em até 20% (até R$ 4,32 milhões no ano)
    • ICMS e ISS passam a ser recolhidos “por fora” apenas a partir de 1º de janeiro do ano‑calendário seguinte.
    • Até 31 de dezembro, as notas continuam sem destaque de ICMS/ISS típico de regime normal; a mudança de configuração vale a partir do novo ano.
  • Ultrapassou em mais de 20% (acima de R$ 4,32 milhões)
    • A saída de ICMS e ISS do Simples tem efeitos a partir do mês seguinte ao da ultrapassagem, exigindo recolhimento “por fora” ainda no mesmo ano.
    • Em muitos casos será necessário revisar notas fiscais emitidas após o excesso, com ajustes complementares de ICMS/ISS e eventual regularização retroativa, conforme regras do estado/município.

Ao ultrapassar o sublimite, a lógica passa a ser:
  • Para mercadorias (NF‑e): empresa continua com CRT = 1 (Simples Nacional) no cadastro, mas, para ICMS/IPI, aplica regras de regime normal (com destaque de imposto, CST, base de cálculo, alíquota e valor).
  • Para serviços (NFS‑e): sistema municipal passa a tratar o ISS fora da sistemática unificada, exigindo base de cálculo, alíquota e valor do imposto destacados na própria nota ou sujeitos à retenção na fonte.

Em muitos estados, a Sefaz demora alguns dias para atualizar o enquadramento, de forma que o contribuinte pode, por um período, ainda aparecer como “Simples” sem possibilidade de destacar ICMS em NF‑e; nesse caso, emite‑se a nota como o sistema permite e depois se fazem notas complementares ou ajustes, conforme orientação da Sefaz local.

Passo a passo – preparação antes de emitir

  1. Confirmar o estouro de sublimite e o momento de efeito
    • Verificar no PGDAS‑D a mensagem de ultrapassagem de sublimite e a data a partir da qual ICMS e ISS deixam de ser recolhidos no DAS.
    • Conferir a receita acumulada mês a mês para identificar se o excesso foi de até 20% ou superior a 20%, pelo que definirá se a mudança vale do próximo ano ou já a partir do mês seguinte.
  2. Checar a regulamentação estadual e municipal
    • No estado: consultar legislação e orientações da Sefaz sobre contribuintes do Simples que passaram ao regime normal para ICMS (cadastro, códigos, obrigações acessórias).
    • No município: verificar como a NFS‑e trata empresas do Simples com ISS fora do regime unificado (configuração de alíquota, opção “ISS por fora”, regras de retenção).
  3. Reconfigurar o sistema emissor/faturamento
    • Em sistemas comerciais e ERPs, ativar o uso de CST (ICMS/IPI) em vez de CSOSN para operações tributadas, liberando o campo de destaque de ICMS/IPI.
    • Atualizar cadastros de produtos, serviços e clientes com CFOP, alíquotas e regras de substituição tributária ou de retenção aplicáveis, conforme o novo enquadramento.
  4. Atualizar o cadastro fiscal na Sefaz e na prefeitura
    • Na Sefaz, confirmar se houve alteração de regime do estabelecimento para fins de ICMS (ainda Simples na parte federal, mas com apuração normal do imposto).
    • Na prefeitura, conferir o status da empresa no cadastro de ISS, atualizando enquadramento, códigos de serviços e alíquotas, quando exigido.
  5. Revisar planejamento tributário e fluxo de caixa
    • Simular o impacto do ICMS/ISS “por fora” na formação de preço, margem e carga efetiva, considerando possibilidade de crédito de ICMS na cadeia.
    • Reprogramar o calendário de pagamentos já que ICMS e ISS passarão a ter vencimentos próprios (GIA, DIME, DCTFWeb/obrigação municipal, etc.), além do DAS.

Passo a passo – emissão da NF‑e (mercadorias)

Este passo a passo é voltado à nota fiscal eletrônica de circulação de mercadorias (NF‑e) após o estouro do sublimite.

  1. Definir o CFOP adequado
    • Utilizar CFOP compatível com operações de contribuinte normal de ICMS (vendas internas, interestaduais, devoluções, bonificações, etc.), observando se há substituição tributária, redução de base ou isenção.
    • Manter coerência entre CFOP, CST, situação do cliente (contribuinte ou não) e destino da mercadoria (mesmo estado, outro estado, consumidor final).
  2. Trocar CSOSN por CST de ICMS
    • Nas operações tributadas, substituir os códigos CSOSN próprios do Simples pelos CST de regime normal (por exemplo, 00, 20, 40, 41, 60, conforme a situação).
    • O CST passa a indicar se a operação é tributada integralmente, com redução de base, isenta, não tributada ou sujeita a substituição tributária.
  3. Calcular base de cálculo e alíquota de ICMS
    • Determinar a base de cálculo do ICMS (valor da operação, frete, seguros, descontos, conforme lei estadual) e aplicar a alíquota interna ou interestadual prevista na legislação.
    • Informar, nos campos próprios da NF‑e, a base de cálculo, a alíquota e o valor do ICMS, inclusive eventual FCP (Fundo de Combate à Pobreza), quando aplicável.
  4. Tratar IPI quando devido
    • Para produtos sujeitos a IPI (em geral, indústria ou equiparados), adotar também CST de IPI e destacar base, alíquota e valor do imposto, conforme tabelas federais.
    • Lembrar que o IPI continua compondo o DAS enquanto o limite global de R$ 4,8 milhões não for ultrapassado, mas o destaque na NF‑e passa a seguir a sistemática normal.
  5. Verificar ICMS ST, diferencial de alíquota e outras peculiaridades
    • Avaliar se a operação está sujeita à substituição tributária (ICMS‑ST) e, se for o caso, calcular base, MVA, alíquota e valor retido, indicando o responsável pelo recolhimento.
    • Em vendas interestaduais para consumidor final, checar regras de diferencial de alíquota, observando ajustes vigentes em função da reforma tributária do consumo e de atos Cotepe/NF‑e com datas de produção já definidas para 2026.
  6. Gerar, validar e transmitir a NF‑e
    • Com os dados de produtos, CFOP, CST, base e impostos preenchidos, gerar o XML de NF‑e e transmitir à Sefaz autorizadora.
    • Conferir a autorização, DANFE e os totais da nota, garantindo que os valores de ICMS, IPI e demais tributos estejam consistentes com a apuração fiscal.

Passo a passo – emissão da NFS‑e (serviços)

No ISS, a lógica é municipal, mas alguns pontos são comuns entre prefeituras.

  1. Revisar cadastro e código de serviço
    • Atualizar o cadastro no sistema de NFS‑e para refletir o enquadramento com ISS fora do Simples, quando houver essa opção, ou classificar adequadamente o tipo de contribuinte.
    • Conferir o código de serviço (lista LC 116/2003 e lei municipal) e a alíquota correspondente, pois, fora do Simples, a alíquota passa a ser a do município, e não a alíquota unificada do anexo do Simples.
  2. Definir se o ISS será devido no prestador ou no tomador
    • Verificar as hipóteses de ISS retido na fonte (órgãos públicos, grandes empresas, construção civil, determinados serviços profissionais), conforme legislação local.
    • Se houver retenção, a NFS‑e deve indicar a base de cálculo, a alíquota e o valor retido, informando os dados do tomador responsável pelo recolhimento.
  3. Preencher base de cálculo e alíquota de ISS
    • Informar o valor dos serviços, deduções permitidas (se houver) e calcular a base de ISS conforme normas municipais.
    • Aplicar a alíquota própria do município (por exemplo, 2%, 3%, 5%), destacando o valor do imposto na nota ou sinalizando que ele será retido.
  4. Emitir a NFS‑e e integrar ao financeiro
    • Gerar a NFS‑e no portal da prefeitura ou via integração, conferindo campos de ISS, retenções federais (INSS, IRRF, PIS/Cofins/CSLL, se aplicável) e anexos exigidos.
    • Integrar as informações ao contas a receber e às apurações de ISS, alinhando vencimentos e guias com o novo fluxo de obrigações.

Situações de transição e ajustes de notas

Durante o período em que a Sefaz ou a prefeitura ainda não processou o estouro de sublimite, é comum surgirem inconsistências entre o regime cadastrado e o regime efetivo. Nesses casos:
​
  • A orientação predominante é emitir a nota no regime que constar no sistema naquele momento e, após a atualização do cadastro, providenciar notas complementares ou declarações para ajustar os impostos ao regime normal.
  • Cada estado e município pode ter procedimento próprio (ajuste em apuração, NF‑e complementar, declaração retificadora), razão pela qual o acompanhamento técnico da contabilidade é essencial.

Boas práticas e cuidados extras
  • Revisão de cadastros e parametrizações: uma revisão detalhada de CFOP, CST, regras de ICMS/IPI, códigos de serviço e alíquotas de ISS reduz drasticamente o risco de autuações.
  • Monitoramento constante da receita bruta: acompanhar o faturamento mensal e anual evita surpresas e permite planejar a saída do sublimite com antecedência, avaliando, inclusive, eventual migração futura para Lucro Presumido ou Real.
  • Acompanhamento profissional: trabalhar em conjunto com o contador/consultor tributário para validar parametrizações, revisar amostras de notas e ajustar o planejamento tributário após o crescimento da empresa.

Seguindo esse roteiro, a empresa mantém o benefício do Simples para tributos federais enquanto pode, sem correr o risco de recolher ICMS e ISS de forma equivocada nem de emitir notas fiscais em desacordo com o novo enquadramento.
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Mudanças no Simples Nacional com a Reforma Tributária

10/23/2025

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Mudanças no Simples Nacional
A reforma tributária brasileira, efetivada com a promulgação da Emenda Constitucional nº 132, em dezembro de 2023, representa uma transformação estrutural sem precedentes no sistema tributário nacional, especialmente no que diz respeito à tributação sobre o consumo.

Essa mudança, longe de ser meramente técnica ou administrativa, reconfigura profundamente a arquitetura jurídica, econômica e fiscal do país, com implicações diretas e indiretas sobre todos os agentes econômicos, em especial os optantes pelo Simples Nacional — regime tributário que abarca a esmagadora maioria das empresas formais no Brasil. Estima-se que entre 75% e 90% das empresas brasileiras estejam enquadradas no Simples Nacional ou na figura do Microempreendedor Individual (MEI), o que confere a este regime um papel central na economia nacional, não apenas em termos de volume de contribuintes, mas também como vetor de formalização, geração de emprego e dinamização do mercado de pequenos negócios.

Diante desse cenário, compreender o impacto da reforma tributária sobre o Simples Nacional torna-se imperativo para empresários, contadores, consultores e formuladores de políticas públicas, especialmente com o início do período de transição previsto para 2026.

Reforma Tributária e o Novo Paradigma do Simples Nacional

A Emenda Constitucional nº 132 extinguiu progressivamente quatro tributos centrais da arrecadação brasileira: o PIS e a COFINS, de competência da União; o ICMS, de competência estadual; e o ISS, de competência municipal. Essa extinção não se deu de forma abrupta, mas sim ao longo de um período de transição, durante o qual esses tributos serão substituídos por duas novas figuras: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência exclusiva da União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre estados e municípios. A criação da competência tributária compartilhada é, por si só, uma inovação constitucional de grande relevância, pois rompe com o modelo tradicional de repartição de competências tributárias previsto na Constituição de 1988, que atribuía de forma clara e distinta a cada ente federativo a titularidade sobre determinados tributos. O IBS, portanto, exige a construção de novos mecanismos de coordenação entre estados e municípios, tanto na definição de alíquotas quanto na fiscalização, arrecadação e solução de contenciosos, o que impõe desafios administrativos e jurídicos ainda em curso de definição.

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No âmbito do Simples Nacional, essa mudança estrutural se reflete de forma direta e profunda. O regime do Simples Nacional, historicamente concebido como um sistema simplificado de arrecadação que unifica em um único documento — o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) — o pagamento de diversos tributos federais, estaduais e municipais, passa a enfrentar uma nova realidade: a possibilidade de fragmentação da opção tributária. Até então, o optante pelo Simples recolhia todos os tributos incidentes sobre sua atividade — como IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ICMS e ISS — por meio de uma alíquota única, progressiva conforme a faixa de faturamento, sem a possibilidade de apropriação de créditos. Com a entrada em vigor da CBS e do IBS, essa lógica se altera substancialmente. O artigo 146 da Constituição Federal, alterado pela Emenda nº 132, estabelece que deverá haver tratamento diferenciado e favorecido para microempresas e empresas de pequeno porte, inclusive por meio de regimes especiais ou simplificados. No entanto, o parágrafo 2º do mesmo artigo introduz uma novidade: o optante pelo Simples Nacional poderá escolher entre recolher a CBS e o IBS dentro do regime unificado ou fora dele, ou seja, no regime normal de apuração.

Essa opção, aparentemente técnica, tem implicações estratégicas decisivas. O contribuinte que optar por permanecer com a CBS e o IBS dentro do Simples continuará recolhendo esses tributos por meio do DAS, com alíquotas progressivas definidas em função do anexo ao qual pertence sua atividade (I a V), sem direito a créditos. Nesse caso, o tributo pago será apenas a parcela correspondente à alíquota efetiva do Simples, e o repasse do crédito para o adquirente — caso este não esteja no Simples — será limitado a esse valor. Por outro lado, aquele que optar por excluir a CBS e o IBS do regime unificado passará a apurá-los de forma segregada, sob as regras do regime normal, com alíquotas plenas, possibilidade de apropriação de créditos sobre as entradas tributadas e obrigação de repassar o crédito integral ao comprador. Essa possibilidade de escolha cria um dilema estratégico para o pequeno empresário: permanecer na simplicidade do regime unificado, com menor carga administrativa, mas com limitação no repasse de créditos; ou migrar para um regime mais complexo, com maior exigência contábil e fiscal, mas com potencial de redução da carga tributária líquida, especialmente se a empresa tiver um volume significativo de despesas sujeitas à CBS ou ao IBS.

Qual caminho seguir com as mudança da Reforma Tributária?

A decisão sobre qual caminho seguir depende de dois fatores principais: a estrutura de custos da empresa e a natureza da sua cadeia de clientes. Empresas cujas despesas operacionais — como aquisição de insumos, energia elétrica, aluguéis, materiais de escritório, entre outros — representam uma parcela relevante da receita terão maior potencial de gerar créditos de CBS e IBS. Nesse caso, sair do regime unificado pode ser vantajoso, pois a apropriação de créditos pode neutralizar ou até superar a tributação de saída. No entanto, para empresas cujo principal custo é a folha de salários — como escritórios de advocacia, contabilidade, consultorias, clínicas médicas e odontológicas —, a possibilidade de gerar créditos é extremamente limitada, já que a folha de pagamento não gera direito a crédito sob a CBS ou o IBS. Assim, para esses contribuintes, permanecer no Simples com a CBS e o IBS incluídos no regime unificado tende a ser a opção mais racional, evitando a complexidade administrativa sem benefício fiscal significativo.

O segundo fator determinante é a posição na cadeia produtiva e o perfil dos clientes. Se a maioria dos clientes da empresa também está no Simples Nacional, eles não têm direito a créditos e, portanto, não se beneficiam com o repasse de créditos integrais. Nesse caso, não há vantagem competitiva em sair do regime unificado, pois o cliente não valoriza a emissão de nota com crédito tributário. Por outro lado, se a empresa vende predominantemente para grandes empresas, especialmente aquelas optantes pelo Lucro Real, que têm interesse em apropriar-se de créditos para reduzir sua carga tributária, a saída do Simples para CBS e IBS pode se tornar essencial. Um fornecedor que não emite nota com crédito integral pode perder competitividade frente a concorrentes que o fazem, especialmente em licitações ou contratos corporativos onde a eficiência fiscal é um critério relevante.

É importante destacar que a opção pelo regime de apuração da CBS e do IBS é anual e deve ser feita no momento da opção pelo Simples Nacional, que ocorre até o último dia útil de janeiro de cada ano. Uma vez feita a escolha, ela se aplica ao ano-calendário inteiro, não sendo possível alterá-la ao longo do exercício. Isso exige que os empresários e seus assessores realizem uma análise cuidadosa já no início de 2026 — ano em que, embora ainda não haja recolhimento efetivo da CBS e do IBS, já serão exigidas obrigações acessórias e simulações de apuração — para que possam tomar decisões informadas com base em dados reais de faturamento, custos e perfil de clientes. A Lei Complementar nº 214/2023, que regulamenta a Emenda Constitucional nº 132, traz em seu artigo 41 e nos anexos detalhes sobre as alíquotas progressivas previstas para o Simples Nacional ao longo do período de transição, com previsão de ajustes anuais até 2033. Esses anexos indicam as proporções de repartição dos tributos entre IRPJ, CSLL, CBS, IBS, Contribuição Previdenciária Patronal e outros, permitindo simulações precisas de impacto.

Limites do Simples Nacional

Outro ponto relevante é a manutenção dos limites de faturamento para permanência no Simples Nacional. O sublimite de R$ 3.600.000,00 e o limite geral de R$ 4.800.000,00 permanecem vigentes, embora existam projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional para elevar esse teto para R$ 8.600.000,00. Caso essa ampliação seja aprovada, o número de empresas no Simples pode se aproximar dos 90% do total, consolidando ainda mais o papel do regime como pilares da formalização econômica. No entanto, é fundamental lembrar que, apesar da alta representatividade em número de empresas, o Simples Nacional responde por cerca de 30% do PIB nacional, o que indica que a maior parte da arrecadação e da atividade econômica ainda está concentrada em empresas de médio e grande porte.

A transição para o novo sistema também traz desafios culturais e operacionais. A chamada “tributação por fora”, em que o IBS e a CBS são destacados explicitamente na nota fiscal, contrasta com a prática tradicional de “tributação por dentro”, adotada no Simples Nacional, onde os tributos estão embutidos no preço. Essa mudança exige adaptação por parte de consumidores, fornecedores e sistemas de gestão, além de gerar incertezas sobre como os preços serão repassados ao mercado. Além disso, a necessidade de diálogo com os clientes para alinhar expectativas sobre créditos tributários impõe uma nova dinâmica de relacionamento comercial, na qual a transparência fiscal passa a ser um ativo estratégico.

A reforma tributária não elimina o Simples Nacional, mas o reconfigura profundamente, introduzindo uma nova camada de complexidade na decisão tributária do pequeno empresário. A opção entre permanecer no regime unificado ou sair dele para CBS e IBS não é meramente contábil: é uma decisão estratégica que envolve análise de custos, compreensão da cadeia de valor e planejamento de longo prazo. Aqueles que ignorarem essa mudança ou a tratarem com superficialidade correm o risco de incorrer em prejuízos fiscais, perda de competitividade ou até exclusão de mercados. Por isso, o momento exige atenção redobrada, estudo aprofundado e, acima de tudo, uma postura proativa na análise da própria operação e no diálogo com parceiros comerciais. O ano de 2026 será decisivo para essa adaptação, e as decisões tomadas nesse período moldarão a trajetória fiscal e econômica das micro e pequenas empresas pelos próximos anos.
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Como pagar DAS atrasado e parcelado?

10/15/2024

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Pagar DAS em atraso
Pagar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) atrasado e parcelado para o Microempreendedor Individual (MEI) é um processo simples, mas requer atenção a alguns passos importantes.

Para pagar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) atrasado e parcelado do MEI, é importante seguir algumas etapas. O primeiro passo é gerar o boleto correspondente. Se os débitos ainda não foram parcelados, você deve acessar o Portal do Simples Nacional, selecionar o menu "SIMEI Serviços" e, em seguida, clicar em "Cálculo e Declaração". Lá, será possível escolher a opção "Emitir Guia de Pagamento (DAS)", selecionar o ano-calendário e o mês em atraso. O sistema calculará o valor atualizado do DAS, incluindo multas e juros, e gerará o boleto para pagamento. Caso os débitos já tenham sido parcelados, o processo é um pouco diferente. É necessário acessar o Portal e-CAC ou o Portal do Simples Nacional, onde o parcelamento foi solicitado. No Portal e-CAC, você deve acessar a opção "Parcelamento - Microempreendedor Individual" e, em seguida, selecionar "Emissão de Parcela". O sistema mostrará o boleto referente à parcela atual, além de eventuais parcelas anteriores que estejam em atraso, permitindo a geração do DAS referente ao parcelamento.

LEIA MAIS: Parcelamento do Simples Nacional - como funciona?

Depois de gerar o boleto, o pagamento pode ser feito de diversas formas. Pelo Internet Banking, basta acessar o site ou aplicativo do seu banco, selecionar a opção de pagamento de boletos e digitar o código de barras do DAS ou utilizar a leitura automática, se disponível. Outra opção é utilizar caixas eletrônicos, onde o pagamento pode ser feito inserindo manualmente os números do código de barras ou utilizando a função de leitura automática. O pagamento também pode ser realizado em casas lotéricas, apresentando o código de barras impresso ou no celular.
Curso online de Simples Nacional

Passo a passo para pagar DAS atrasado

Para débitos ainda não parcelados:
  • Acesse o Portal do Simples Nacional (https://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/).
  • No menu, selecione "SIMEI Serviços" e clique em "Cálculo e Declaração".
  • Escolha a opção "Emitir Guia de Pagamento (DAS)".
  • Selecione o ano-calendário que deseja regularizar e clique no mês em atraso.
  • O sistema irá calcular o valor atualizado do DAS, incluindo multas e juros, gerando o boleto atualizado para pagamento.

Para débitos parcelados:
  • Acesse o Portal e-CAC ou o Portal do Simples Nacional, onde o parcelamento foi solicitado.
  • No Portal e-CAC, vá para "Parcelamento - Microempreendedor Individual".
  • Selecione a opção "Emissão de Parcela". O sistema vai exibir o boleto referente à parcela atual e, se houverem, parcelas anteriores que não foram pagas.
  • Gere o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) referente ao parcelamento, que estará disponível para pagamento.

Realizar o Pagamento do DAS
Após a geração do boleto atualizado, é hora de realizar o pagamento. O DAS pode ser pago de várias formas:
  • Internet Banking: Acesse o site do seu banco ou o aplicativo do celular e selecione a opção de pagamento de boletos. Digite o código de barras do DAS ou use a opção de leitura automática se o seu aplicativo bancário permitir.
  • Caixas Eletrônicos: Nos caixas eletrônicos dos bancos, você pode pagar o DAS usando a leitura de código de barras ou digitando os números manualmente.
  • Lotéricas: Outra opção é pagar o boleto diretamente nas casas lotéricas, apresentando o código de barras do DAS impresso ou no celular.

É crucial lembrar que o parcelamento só será considerado válido após o pagamento da primeira parcela. Se essa parcela não for paga até a data de vencimento, o pedido de parcelamento será cancelado, e uma nova solicitação precisará ser feita. Assim, é importante conferir o status do parcelamento acessando o Portal e-CAC ou o Portal do Simples Nacional, verificando se o pagamento foi efetivado corretamente.

Se, após o parcelamento, você enfrentar dificuldades para pagar as guias de DAS futuras, poderá solicitar o reparcelamento, que permitirá incluir tanto novos débitos quanto os já parcelados anteriormente. Contudo, em caso de reparcelamento, a primeira parcela terá um valor de 10% do total da dívida, ou 20%, se o débito já tiver sido reparcelado antes. Novamente, o pagamento da primeira parcela do reparcelamento é essencial para que o novo acordo seja validado.

Mensalmente, o MEI deverá gerar o DAS correspondente à parcela do mês atual para realizar o pagamento. No portal onde o parcelamento foi feito, a guia estará disponível, normalmente a partir do dia 10. Caso haja parcelas anteriores em atraso, elas também poderão ser emitidas. É fundamental ficar atento às datas de vencimento dos DAS, sejam eles correntes ou parcelados, pois o pagamento em dia garante a manutenção dos benefícios previdenciários e mantém a regularidade fiscal do MEI. A inadimplência pode resultar em multas, juros, exclusão do Simples Nacional e perda de direitos como aposentadoria e auxílio-doença. Seguindo essas etapas, você poderá regularizar as dívidas do seu MEI e continuar aproveitando os benefícios de estar em dia com suas obrigações fiscais.

Como parcelar débitos do MEI?

O Governo Federal disponibiliza um manual completo para orientar MEIs a realizarem o pagamento de débitos atrasados.

​Com base neste manual, vamos explicar como realizar o parcelamento e o parcelamento de débitos.
Ao solicitar o parcelamento das parcelas em atraso do seu MEI, sua situação começa a se regularizar. A cada parcela paga, você mantém sua cobertura previdenciária e garante a carência para os benefícios do INSS.

É importante lembrar que, além das parcelas do parcelamento, você também deve continuar pagando os impostos correntes. Esses pagamentos são essenciais para assegurar seus direitos e benefícios do INSS.

O acompanhamento ou a solicitação de parcelamento das suas dívidas declaradas pelo Simples Nacional (PGDAS-D) pode ser feito em até 60 vezes, com valor mínimo de R$ 300,00 por parcela. Vale ressaltar que o número de parcelas não pode ser escolhido.

O parcelamento só será validado com o pagamento da primeira parcela. Se esse pagamento não for efetuado até a data de vencimento, o pedido será cancelado, e será necessário realizar uma nova solicitação.

Se, no futuro, você enfrentar dificuldades para pagar os impostos do MEI, as dívidas já parceladas poderão ser reparceladas, incluindo novos débitos. Nesse caso, a primeira parcela será de 10% do valor total da dívida, ou 20%, se já houver ocorrido um reparcelamento anterior.

Aqui está uma explicação mais detalhada de cada um dos temas abordados anteriormente:

 1. Tipos de Parcelamento Disponíveis para o MEI

Existem duas opções principais de parcelamento para o Microempreendedor Individual (MEI) regularizar seus débitos com a Receita Federal:

- Parcelamento Convencional: Essa modalidade permite que o MEI parcele seus débitos em até 60 prestações mensais. O valor mínimo de cada parcela é de R$ 50,00, e o número mínimo de parcelas é 2. O parcelamento convencional é voltado para os débitos que estejam sendo cobrados pela Receita Federal, independentemente da data de ocorrência do débito.

- Parcelamento Especial: Esse tipo de parcelamento oferece condições mais flexíveis, permitindo que o MEI divida suas dívidas em até 120 parcelas. No entanto, essa opção é específica para débitos até a competência de maio de 2016. Ela foi criada para facilitar a regularização de dívidas mais antigas, dando um prazo maior para pagamento.

Ambos os tipos de parcelamento exigem que o MEI tenha apresentado a Declaração Anual Simplificada (DASN-SIMEI) referente aos períodos que se deseja parcelar.

 2. Acesso aos Portais para Solicitação de Parcelamento

O processo de solicitação de parcelamento pode ser feito por meio de dois sistemas principais:

- Portal do Simples Nacional: Este portal permite que o MEI faça a solicitação do parcelamento. O acesso pode ser feito de duas maneiras:
  1. Certificado Digital: Uma forma segura de acesso que exige que o MEI tenha um certificado digital (e-CNPJ ou e-CPF).
  2. Código de Acesso: O código de acesso pode ser gerado no próprio Portal do Simples Nacional, permitindo o uso do sistema sem a necessidade de certificado digital.

- Portal e-CAC: O e-CAC é o Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal, onde o MEI também pode acessar os sistemas de parcelamento. Assim como no Portal do Simples Nacional, o acesso pode ser feito com certificado digital ou código de acesso. Contudo, é importante destacar que os códigos de acesso gerados em um portal não podem ser usados no outro.

Além disso, o MEI pode delegar acesso a outra pessoa por meio de uma procuração, que pode ser registrada eletronicamente (se o outorgante possuir certificado digital) ou presencialmente em uma unidade da Receita Federal (se o outorgante não tiver certificado digital).

 3. Requisitos Tecnológicos

Para acessar os sistemas de parcelamento, o MEI precisa garantir que está utilizando um navegador de internet compatível com o aplicativo. Os navegadores recomendados são:

- Internet Explorer 9.0 ou superior: No caso do Internet Explorer, pode ser necessário habilitar o "modo de compatibilidade" para que todas as funcionalidades do sistema funcionem corretamente.
- Google Chrome: A partir da versão 44.0.2403, o Google Chrome é compatível com o aplicativo de parcelamento.
- Mozilla Firefox: A partir da versão 2.0 ou navegadores baseados na tecnologia Mozilla 5.0 (como o Netscape 8.0), também são compatíveis.

Isso garante que o sistema funcione de forma fluida, evitando problemas de acesso ou funcionalidades indisponíveis devido a incompatibilidades de software.

 4. Funcionalidades do Sistema de Parcelamento

O sistema de parcelamento oferece várias funcionalidades para que o MEI possa gerenciar seu parcelamento de forma prática e eficiente:

- Pedido de Parcelamento: Esta funcionalidade permite que o MEI solicite o parcelamento dos seus débitos diretamente pelo sistema, escolhendo o número de parcelas dentro das opções permitidas e emitindo o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) para o pagamento da primeira parcela.

- Emissão de Parcela: Após aderir ao parcelamento, o MEI pode utilizar o sistema para gerar o DAS referente à parcela do mês corrente ou para emitir boletos de parcelas em atraso. O documento para pagamento da parcela corrente fica disponível no sistema a partir do dia 10 de cada mês, e as parcelas em atraso podem ser impressas a qualquer momento.

- Consulta de Pedidos: O MEI pode consultar a situação dos pedidos de parcelamento, verificando se houve algum problema, se as parcelas estão em dia ou se há alguma pendência que precise ser resolvida.

- Desistência do Parcelamento: Caso o MEI deseje desistir do parcelamento em andamento, ele pode utilizar essa funcionalidade para cancelar o pedido de parcelamento atual e, se for o caso, solicitar um novo parcelamento.

 5. Parcelamento Especial e Desistência do Convencional

Para que o MEI possa aderir ao parcelamento especial, ele precisa desistir previamente de qualquer parcelamento convencional que esteja em andamento. O sistema de parcelamento não permite que o MEI tenha dois parcelamentos ativos ao mesmo tempo. Caso o MEI tente aderir ao parcelamento especial sem antes cancelar o parcelamento convencional, o sistema apresentará uma mensagem de erro, impedindo a adesão.

Portanto, o MEI deve seguir o procedimento de desistência do parcelamento convencional antes de solicitar o parcelamento especial. Uma vez cancelado o parcelamento convencional, o MEI poderá solicitar o parcelamento especial, com condições mais vantajosas, como o número maior de parcelas.

 6. Regras para Novo Parcelamento

O parcelamento convencional possui uma limitação de um pedido validado por ano-calendário. Isso significa que, em condições normais, o MEI só pode fazer um pedido de parcelamento convencional por ano. No entanto, durante o período em que o parcelamento especial estiver disponível, essa restrição é temporariamente suspensa. Isso permite que o MEI faça um novo pedido de parcelamento convencional, caso tenha débitos posteriores a maio de 2016.

Assim que o prazo de adesão ao parcelamento especial for encerrado, a limitação de um pedido por ano-calendário será restabelecida. Portanto, é importante que o MEI aproveite o período de flexibilização para regularizar seus débitos da melhor forma possível.
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Como atender empresas do Simples Nacional?

8/12/2024

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Atender Simples Nacional
O Simples Nacional, regime tributário unificado e simplificado para pequenas empresas, representa um marco na legislação brasileira. Ao unificar diversos tributos em um único documento, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), ele proporcionou maior facilidade e economia para milhares de microempreendedores e empresas de pequeno porte. No entanto, essa simplificação traz consigo uma série de particularidades que exigem atenção especial por parte dos profissionais que prestam serviços a essas empresas, como contadores, consultores e outros.

Embora o nome sugira um regime simples e descomplicado, o Simples Nacional possui uma legislação extensa e em constante atualização, com diversas regras e exceções que precisam ser compreendidas a fundo. A correta aplicação dessas normas é fundamental para garantir a regularidade fiscal das empresas e evitar problemas com a fiscalização. Além disso, as características específicas de cada negócio, como o tipo de atividade, o faturamento e a quantidade de funcionários, influenciam diretamente no cálculo dos tributos e nas obrigações acessórias.

Diante desse cenário, o atendimento a clientes do Simples Nacional exige um conhecimento técnico aprofundado e uma abordagem personalizada. Os empresários, muitas vezes, não possuem tempo ou expertise para se aprofundar nas complexidades do regime e buscam em seus profissionais de confiança a orientação necessária para tomar as melhores decisões.

O mercado de serviços contábeis e de consultoria é cada vez mais competitivo, e os profissionais que desejam se destacar precisam oferecer um atendimento de qualidade e diferenciado. A especialização em Simples Nacional é um diferencial que pode atrair e fidelizar clientes, além de gerar novas oportunidades de negócio.

LEIA MAIS: Parcelamento do Simples Nacional - como funciona?
Curso de Simples Nacional

Dicas para atender empresas do Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime de tributação diferenciado, criado para simplificar a vida das microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Sua principal característica é a unificação de vários tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia de recolhimento, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Entender este regime em profundidade é crucial para contadores que pretendem atender empresas enquadradas nesse sistema.

- Regime de tributação simplificado: O Simples Nacional foi desenhado para reduzir a carga burocrática e facilitar o cumprimento das obrigações fiscais. A simplificação não se dá apenas na unificação de tributos, mas também na facilidade de cálculo e recolhimento. Para os contadores, isso significa uma maior eficiência na gestão tributária das empresas, evitando erros e garantindo o cumprimento das obrigações em dia.

- Tributação sobre o faturamento: Uma das principais características do Simples Nacional é a tributação com base no faturamento da empresa. Isso quer dizer que os tributos são calculados com base na receita bruta, e as alíquotas variam conforme a faixa de faturamento. Esse modelo pode ser mais vantajoso para empresas com margens de lucro menores, mas exige um controle rigoroso do faturamento para evitar surpresas desagradáveis na hora do recolhimento.

- Tributação simplificada em comparação a outros regimes: Comparado ao Lucro Presumido e ao Lucro Real, o Simples Nacional oferece uma carga tributária mais leve e menos complexa. No entanto, é importante que o contador entenda as nuances de cada faixa de faturamento e os respectivos percentuais de tributação. Além disso, o Simples Nacional possui restrições quanto ao tipo de atividade que pode ser enquadrada, algo que deve ser observado ao planejar a tributação dos clientes.

Conheça as particularidades do Simples Nacional

Cada anexo do Simples Nacional possui suas especificidades, e isso é particularmente relevante para prestadores de serviços. A tabela de alíquotas varia conforme o tipo de serviço prestado, o que impacta diretamente na competitividade e na margem de lucro das empresas.

- Entender os percentuais pagos: Para os prestadores de serviços, é essencial conhecer as alíquotas aplicáveis a cada anexo do Simples Nacional. As alíquotas são progressivas e variam conforme o faturamento anual da empresa. O contador deve estar atento às faixas de receita e ao impacto dessas alíquotas no fluxo de caixa dos seus clientes.

- Conhecer os anexos do Simples para prestadores de serviço: O Simples Nacional divide as atividades econômicas em diferentes anexos, que determinam as alíquotas aplicáveis. Por exemplo, serviços de saúde, como clínicas médicas e odontológicas, geralmente estão enquadrados no Anexo III, enquanto serviços advocatícios estão no Anexo IV. Conhecer esses detalhes ajuda a escolher a melhor estratégia tributária para cada cliente.

- Saber como funcionam os serviços na área da saúde: O setor de saúde possui particularidades dentro do Simples Nacional. Profissionais e empresas que atuam nesse segmento podem se beneficiar de alíquotas mais favoráveis, dependendo do anexo em que estão enquadrados. Entender essas nuances é crucial para otimizar a carga tributária desses clientes.

Tenha presença digital

A presença digital é uma ferramenta poderosa para contadores que desejam se destacar no mercado. Comunicar sua especialização no atendimento a empresas do Simples Nacional pode atrair um público-alvo específico e aumentar a carteira de clientes.

- Mostrar as vantagens de tributar pelo Simples Nacional: Compartilhar nas redes sociais conteúdos que expliquem as vantagens do Simples Nacional, como a simplificação das obrigações fiscais e a possível redução da carga tributária, pode ajudar a atrair empreendedores que buscam orientação contábil.

- Demonstrar conhecimento e expertise na área: Postar sobre casos de sucesso, análises de cenários econômicos e dicas práticas de gestão tributária demonstra expertise e ajuda a construir autoridade no mercado. Isso gera confiança e pode ser o diferencial na hora de captar novos clientes.

- Utilizar a rede de contatos para prospectar clientes: Networking é fundamental. Participar de grupos de discussão, fóruns e eventos online voltados para pequenos empresários e profissionais da contabilidade amplia o alcance do seu trabalho. Aproveite essas oportunidades para divulgar seus serviços e construir uma rede de indicações.

Aproveite oportunidades com empreendedores iniciantes

​Empreendedores iniciantes geralmente precisam de orientação para escolher o regime tributário mais adequado e organizar a contabilidade de suas empresas. Essa é uma grande oportunidade para contadores que querem se especializar no Simples Nacional.

- Realizar planejamento tributário para orientar clientes: O planejamento tributário é uma ferramenta indispensável para ajudar os clientes a escolherem o regime mais vantajoso. Isso inclui analisar o faturamento previsto, a natureza da atividade e as despesas operacionais para determinar se o Simples Nacional realmente é a melhor opção. Esse trabalho pode ser o diferencial para fidelizar o cliente desde o início do negócio.

- Mostrar a melhor opção para o cliente: Nem sempre o Simples Nacional será a melhor escolha para todas as empresas. Um bom contador deve ser capaz de analisar os diferentes cenários e apresentar ao cliente a opção mais vantajosa, seja ela o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Isso reforça a confiança no serviço prestado e aumenta as chances de retenção do cliente.

- Focar em nichos para se especializar ao máximo: Especializar-se em nichos específicos, como startups, clínicas de saúde, ou profissionais liberais, pode ser uma estratégia inteligente para se destacar no mercado. Ao dominar as particularidades de um segmento, o contador se torna uma referência na área, o que facilita a prospecção de novos clientes e a construção de uma reputação sólida no mercado.

Atender empresas do Simples Nacional exige conhecimento detalhado e uma abordagem estratégica. Aprofundar-se nos detalhes do regime, comunicar expertise nas redes sociais e aproveitar as oportunidades com empreendedores iniciantes são passos essenciais para se destacar nesse mercado.
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Simples Nacional: o que é, como funciona e como pagar

3/4/2024

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Simples Nacional
O Simples Nacional representa um regime tributário específico voltado para empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões, tendo sido implementado em 2007 com o propósito de simplificar a gestão fiscal de pequenos empreendimentos. Apesar do nome simples e da designação pela Lei 123, este regime tributário apresenta diversas peculiaridades que podem tornar sua compreensão desafiadora, especialmente no que diz respeito à tributação.

Diante disso, é fundamental aprofundar nosso entendimento sobre o Simples Nacional, compreendendo os detalhes dos anexos, suas divisões, as faixas de tributação, a possibilidade de enquadramento de todas as atividades, assim como analisar as vantagens e desvantagens associadas a esse modelo tributário.
Simples Nacional curso completo

O que é Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado no Brasil, criado para facilitar o pagamento de impostos e contribuições por parte das micro e pequenas empresas. Ele foi instituído pela Lei Complementar nº 123/2006 e tem o objetivo de simplificar as obrigações fiscais, reduzir a carga tributária e incentivar o desenvolvimento das pequenas empresas.

No Simples Nacional, as empresas pagam um único boleto, que engloba vários tributos federais, estaduais e municipais. Isso simplifica a administração fiscal e reduz a burocracia para as empresas de menor porte. Os tributos incluídos no Simples Nacional são o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição Patronal Previdenciária (CPP), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços (ISS).

Podem aderir ao Simples Nacional empresas que tenham receita bruta anual de até determinado limite estabelecido pela legislação, o qual pode variar conforme a atividade da empresa. Além disso, há restrições para participação de empresas que tenham sócios estrangeiros, que realizem determinadas atividades ou que possuam débitos fiscais.

O Simples Nacional é uma opção vantajosa para muitas micro e pequenas empresas, pois simplifica o cumprimento das obrigações tributárias e pode resultar em uma carga tributária menor em comparação com outros regimes tributários. No entanto, é importante que as empresas avaliem suas condições e consultem um contador para garantir que a opção pelo Simples Nacional seja a mais adequada para o seu perfil e atividade.

O Simples Nacional oferece vantagens significativas para empresas, destacando-se pela simplificação no pagamento de impostos através de uma única guia. Este regime abrange diversos tributos, como IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP. Além disso, proporciona isenção de até 40% dos impostos para pessoas jurídicas, incluindo a não obrigatoriedade de contribuição para o INSS patronal na folha salarial. Outra vantagem é a redução de burocracias, eliminando a necessidade de cadastros municipais e a apresentação da DCTF.

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Para quem serve o Simples Nacional?

O Simples Nacional abrange atividades nos setores de comércio, indústria, prestação de serviços, incluindo profissionais e locação de bens móveis. Existe uma lista que especifica as atividades enquadradas nesse regime tributário, distribuídas em seis anexos com faixas de alíquotas variáveis de acordo com a atividade e a receita bruta anual.

A Lei Complementar 147/2014 introduziu alterações na Lei Complementar 132/2009, que regula as normas das empresas optantes pelo Simples Nacional. Entre essas mudanças, destacam-se as novas atividades permitidas para adesão a esse regime tributário.

Para se enquadrar no Simples Nacional, as empresas de pequeno porte devem observar o limite de R$4,8 milhões em 2024. Contudo, para o recolhimento do ICMS e ISS no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), é necessário considerar o sublimite de R$3,6 milhões. Se a receita anual ultrapassar esse valor, a empresa não poderá aderir ao Simples Nacional. O mesmo ocorre se um sócio possuir outra empresa optante pelo Simples Nacional, e a soma dos faturamentos exceder o mencionado valor.

Empresas que tenham sócio pessoa jurídica, participação em outra sociedade, filial ou representante no exterior, bem como aquelas originadas de qualquer desmembramento de pessoa jurídica nos últimos cinco anos, não se qualificam para os benefícios do Simples Nacional. É importante notar que cooperativas (exceto de consumo), ONGs, sociedades por ações, bancos e financeiras também estão excluídos dos benefícios desse regime tributário.

LEIA MAIS: Parcelamento do Simples Nacional - como funciona?

Como funciona o Simples Nacional?

O Simples Nacional serve como um regime tributário simplificado no Brasil, destinado a micro e pequenas empresas. Ele tem como principal objetivo facilitar o cumprimento das obrigações fiscais, reduzir a carga tributária e incentivar o desenvolvimento dessas empresas. Algumas das principais finalidades e benefícios do Simples Nacional incluem:

1. Simplificação Tributária: As empresas optantes pelo Simples Nacional pagam todos os tributos federais, estaduais e municipais por meio de uma única guia, simplificando a gestão fiscal.

2. Redução de Burocracias: O regime elimina ou reduz diversos procedimentos burocráticos, dispensando, por exemplo, a necessidade de realizar cadastros municipais e apresentar determinadas declarações.

3. Isenção e Redução de Impostos: O Simples Nacional oferece isenção de até 40% dos impostos para pessoas jurídicas, proporcionando alívio fiscal para as empresas de menor porte. Além disso, a folha salarial pode ser beneficiada com a não obrigatoriedade de contribuição para o INSS patronal.

4. Estímulo ao Empreendedorismo: O regime busca fomentar o empreendedorismo, permitindo que micro e pequenas empresas tenham condições mais favoráveis para operar e crescer no mercado.

5. Facilidade de Adesão: O Simples Nacional possui critérios simplificados para adesão, tornando o processo mais acessível para as empresas que se enquadram nos requisitos estabelecidos pela legislação.

6. Menor Carga Tributária: Em muitos casos, o Simples Nacional resulta em uma carga tributária menor em comparação com outros regimes tributários, o que pode ser especialmente benéfico para empresas de menor porte.

O Simples Nacional visa simplificar a vida fiscal das micro e pequenas empresas, reduzindo a complexidade e os custos associados ao cumprimento das obrigações tributárias, proporcionando condições mais favoráveis para o crescimento e desenvolvimento desses negócios.

Como pagar o Simples Nacional?

DAS é a sigla referente à guia de impostos do Simples Nacional, denominada Documento de Arrecadação do Simples Nacional. Essa guia representa a taxa de recolhimento para o regime, consolidando o pagamento de diversos impostos, tais como IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ISS e Contribuição Previdenciária. A arrecadação é automaticamente direcionada para as contas do Estado, Município e União, e o pagamento pode ser efetuado em qualquer agência bancária.

O cálculo do valor do DAS é simples. Para determinar a alíquota a ser paga pela empresa no Simples Nacional, é necessário identificar o faturamento anual, verificar a faixa de tributação correspondente e aplicar a alíquota correspondente ao faturamento. Por exemplo, se o faturamento for de R$ 100 mil e a faixa de tributação for de 6%, o imposto no Simples será de R$ 6 mil. É importante salientar que o faturamento do Simples é calculado considerando os últimos 12 meses, sendo essencial compreender esses cálculos para otimizar a gestão financeira no âmbito do Simples Nacional.

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