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A partir de 1º de novembro de 2026, as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional deverão emitir a Nota Fiscal de Serviços eletrônica exclusivamente pelo Emissor Nacional da NFS-e. A exigência foi estabelecida pela Resolução CGSN nº 191, de 4 de agosto de 2026, que alterou a Resolução CGSN nº 140/2018 e substituiu a Resolução CGSN nº 189/2026. A medida alcança as prestações de serviços sujeitas à emissão de nota fiscal e vale em todo o território nacional. Portanto, mesmo quando o município mantiver sistema próprio de emissão, a empresa enquadrada no Simples Nacional deverá utilizar o padrão nacional, pelo portal web, pelo aplicativo móvel ou por integração via API. O que diz a Resolução CGSN nº 191/2026A nova regra foi publicada no Diário Oficial da União em 10 de agosto de 2026 e produz efeitos a partir de 1º de novembro de 2026. Ela altera o artigo 59 da Resolução CGSN nº 140/2018 para determinar que a ME ou EPP optante pelo Simples Nacional use obrigatoriamente a NFS-e de padrão nacional nas prestações de serviços sujeitas ao documento fiscal. Na prática, o contribuinte poderá emitir a nota de duas formas:
A regra também alcança empresas que ainda aguardam decisão sobre a entrada no Simples Nacional. Quando a opção pelo regime estiver pendente, em discussão administrativa ou judicial, e puder resultar em inclusão retroativa, a emissão deverá ocorrer como optante pendente, a partir do início do período abrangido pela opção. Quais empresas estão obrigadasA obrigatoriedade se aplica às microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional que prestam serviços sujeitos à Nota Fiscal de Serviços. Não se trata de uma exigência para operações sujeitas apenas ao ICMS, pois a resolução veda expressamente o uso dessa NFS-e nacional nessa situação. Em outras palavras, o ponto central é a prestação de serviço com incidência do ISS. Empresas de tecnologia, consultoria, educação, saúde, manutenção, transporte de passageiros, serviços profissionais e demais atividades que emitem NFS-e devem revisar seus processos antes da data limite. Validade nacional e segurança jurídicaA NFS-e emitida pelo Emissor Nacional terá validade em todo o território nacional. Além disso, o documento será considerado elemento suficiente para fundamentar e constituir o crédito tributário. Isso reduz a fragmentação entre sistemas municipais e cria um padrão único de documento fiscal para as empresas do Simples Nacional. Para os entes federativos, o acesso aos dados ocorrerá por meio de área restrita do Painel Municipal NFS-e e de ambiente compartilhado de dados, sempre respeitando requisitos mínimos de segurança. Prazo foi adiado para novembroA obrigação estava prevista inicialmente para 1º de setembro de 2026. Com a publicação da Resolução CGSN nº 191/2026, o Comitê Gestor do Simples Nacional adiou o início para 1º de novembro de 2026 e revogou a Resolução CGSN nº 189/2026, responsável pela data anterior. Assim, até 31 de outubro de 2026, os prestadores de serviço podem continuar emitindo notas conforme a sistemática adotada pelo respectivo município. A partir de novembro, a emissão pelo Emissor Nacional passa a ser a regra para as empresas do Simples Nacional. Municípios podem antecipar a liberaçãoA Plataforma NFS-e Nacional disponibilizou uma nova função no Painel Administrativo Municipal que permite liberar antecipadamente o acesso dos CNPJs optantes pelo Simples Nacional aos Emissores Públicos Nacionais. O recurso está disponível nos ambientes de Produção e Produção Restrita. Com essa configuração, a prefeitura pode autorizar que as empresas locais comecem a usar o Emissor Nacional antes da data obrigatória. Isso é especialmente relevante nos municípios que ainda utilizam sistemas próprios, pois dá tempo para testes, treinamento e ajuste da rotina de emissão. Nos municípios que já utilizam o Emissor Nacional para todos os contribuintes, a operação tende a seguir sem mudanças relevantes, já que a empresa já está habituada ao fluxo nacional. Vantagens da antecipaçãoAntecipar a adoção evita que a empresa enfrente instabilidades ou dúvidas operacionais justamente na virada da obrigação. A transição planejada reduz riscos de atraso na emissão de notas, erro no cadastro, falha de integração e indisponibilidade de atendimento no período de maior demanda. Para o empreendedor, os principais ganhos são:
Para o gestor municipal, a antecipação permite organizar a migração de acordo com a realidade local, comunicar os contribuintes com antecedência e reduzir a sobrecarga de atendimentos nos primeiros dias de vigência da nova regra. O que a empresa deve fazer agoraA recomendação prática é tratar a mudança como um projeto de adequação fiscal, e não como uma simples troca de sistema. O primeiro passo é confirmar se a empresa é ME ou EPP optante pelo Simples Nacional e se suas atividades estão sujeitas à emissão de NFS-e.
Depois, a empresa deve verificar como pretende emitir as notas a partir de novembro:
Também é importante confirmar com a prefeitura se o município já liberou o acesso antecipado ao Emissor Nacional para os optantes pelo Simples Nacional. Caso a liberação ainda não tenha ocorrido, o contador pode acompanhar as orientações oficiais da administração municipal e da Plataforma NFS-e Nacional. A configuração antecipada deve ser feita no Painel Administrativo Municipal. Ao liberar o acesso, o município assegura que os contribuintes locais possam se familiarizar com o Emissor Nacional antes do prazo legal e reduz a possibilidade de travamentos na virada da obrigação. Essa providência também alinha o município à legislação nacional e dá mais previsibilidade ao empresário local. Para cidades com grande número de prestadores de serviço, iniciar a comunicação e a habilitação com antecedência é uma medida de gestão tributária e de proteção à atividade econômica. A partir de 1º de novembro de 2026, a NFS-e Nacional deixa de ser uma alternativa e passa a ser obrigatória para MEs e EPPs do Simples Nacional nas prestações de serviços sujeitas ao documento fiscal. A empresa deve decidir entre o emissor web, o aplicativo ou a API, validar seus cadastros e testar o fluxo antes do prazo. Quem deixar a adequação para os últimos dias corre maior risco de enfrentar filas de suporte, dúvidas técnicas e dificuldades na emissão. A melhor estratégia é usar o período de transição para testar o sistema, revisar integrações e garantir que a emissão de notas continue acontecendo sem pausas.
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